Há sempre um pouco de razão na loucura. |
Várias coisas de todas elas. Sem limites critérios ou restrições. Sabe, viver é ser livre. |

Aquilo me incomodou. E parece que muita gente agora percebeu (ou se tocou). A frase que um amigo postou explica, mas não resolve “enquanto sexo ficou fácil de conseguir, o amor ficou difícil de achar”.
Aquilo: um post sobre a diferença entre sexo e amor. Um homem explicando a diferença entre uma coisa e outra, esmiuçando que, quando faz apenas sexo, sua vontade é de que a parceira suma depois. De que após o gozo, não há mais nada o que se fazer ali, na cama em que duas pessoas acabaram de se expor ao máximo, sua vontade agora é sumir. De inventar desculpas como a morte de um parente para literalmente sair correndo.
Oi?
Sexo é uma coisa, amor é outra. Ok. Mas não deixo de me perguntar que geração é essa que se joga na cama com qualquer pessoa. Qualquer em seu sentido menos favorável, diminutivo, desprezível. No texto, dizia ele, não havia depois, nem uma conversa, um cigarro, mais uma dose, NADA. Dormir com AQUELA estranha aconchegada em seu peito (ou apenas ao seu lado), nem pensar!
E eu me pergunto: como? Como alguém pode se desvalorizar ao ponto de ir pra cama nessa situação. Em que um corpo não passa de um pedaço de carne, um objeto.
Ninguém precisa querer casar ou manter um relacionamento, encontros furtivos acontecem, uma noite sem juízo faz parte, mas presumo que, haveria de ter o mínimo de entrosamento, além do contato físico, não? Alguém que seja boa companhia, que haja conversa, interesse, mesmo que por uma noite só, é pra valer a pena, é pra dividir, porque se for só pra gozar, bom, não são preciso duas pessoas.
Aconteceu, não foi como o esperado. Ou foi, mas não é o momento. Não importa, que amanhã ou daqui há 5 anos, você olhe na cara desse ser estranho e consiga pelo menos trocar dez palavrinhas. Porque não?
As meninas estavam curtindo, concordando. Ou seja: devem estar acostumadas a serem tratadas com indiferença. Então deve ser esta a explicação: como vão dar ou esperar consideração do outro se não conseguem tê-la por si mesmas.
Desculpa, sexo pra mim não é indiferente. Não se faz apenas por causa de uma barriga sarada ou um rosto bonito. Tem que ter borogodó, tem que esquentar, despertar vontade, tem que ser interessante, ter mistério. Tem que ter gosto de descoberta. E repito: pode ser só uma vez, mas que seja digna, memorável. Tem que voltar pra casa e pensar que foi bacana, porque se é pra ser nulo, melhor ficar na frente da tv.
Ninguém está livre de uma escolha errada, de um encontro falido, de um sexo mais ou menos. De rapidinhas, de uniões (mesmo que apenas corporais) desencontradas, desastradas. Mas, definitivamente, sou de uma outra geração. Ou da geração que está escondida dentro dessa que parece ter vergonha de mostrar que sente, que se interessa, que busca, que tem sentimento.
Encontros vazios não me satisfazem.
Encontros vazios não me interessam.
Morceau (by Tamar Burduli)

A gente não escolhe, não entende, demora a acreditar.
A gente não programa, não pretende, não pensa que vai ser assim.
E quem fica sente saudade, uma culpada vontade de voltar atrás para dar aquele abraço, mais atenção. Dizer o que não foi dito, ouvir o que não se deu a devida atenção.
A gente ignora que a vida é breve, que não somos nós quem decidimos o amanhã. Não. A gente leva o dia que nos foi concedido, amanhã não sei.
Então que a gente aprenda: a vida é pequena e os momentos maiores do que podemos perceber.
Clichês, frases piegas e pensamentos antigos nos dizem para aproveitar como se cada dia, cada segundo fosse o último. Aproveitar cada momento como se ele fosse mágico…. porque não?
Pode ser que a gente volte, pode ser que se encontre em outro lugar. Pode ser.
Mas como certeza mesmo só temos do instante, melhor é ouvir com atenção, abraçar se der vontade e abrir o coração.
Vamos sentir saudades, mas jamais vamos esquecer.
Cai a ficha, a lágrima, a verdade. A crueldade das coisas que não são como a gente gostaria, como a gente inventa, como a gente cria.
Ali naquele espaço estranho, os assuntos de sempre, a intimidade latente. Uma cabeça distante, a verdade.
E na verdade estiveram tão perto enquanto distantes. Uma espectadora de meias verdades, informada de acontecimentos que não viveu, não sentiu, não compartilhou.
Sentada atrás de uma janela de vidros fechado, ela tentava ler os lábios que diziam: esta é a nossa condição, será sempre assim.
Saiu de lá decidida, conformada, ciente. Dali pra frente foi tudo diferente, a história que nunca aconteceu mudou. Transformou-se em ficção, sonho, imaginação. Tornou-se, não em desastre, mas em amadurecimento.
E aceitar a verdade da mentira inventada não doeu, definiu.
Que seremos sempre iguais mesmo nos mantendo sempre distantemente próximos.
FIM.

Não se iluda,
não se destrua.
Esquece, até mais. Já era. Era bom demais.
Você tá viajando, não se iluda.
Passou o tempo, não foi. Não é.
Não se iluda.
Não apague as lembranças, não crie esperanças, se você não entendeu, eu posso desenhar. Essa droga tem que acabar, um dia você vai se conformar.
Volta que tua vida acontece, de você se esquece, assim não pode. Não se iluda.
Não se apague, não aceite, não vá. Não apague, mas não ressucite, o amor só se vive uma vez.
Você perdeu a chance, não se engane. Não foi, não vai, não volta, não será. O que resta é aceitar.
Seguir, pra sabe-se lá aonde. Fugir, sabe-se lá pra onde.
Não se iluda.
Via Printerest - Colors of Many
Be Yourself.
(via cosascool)
(Source: cosascool)
Vladimir Maximov by Jhonsen Anton
a little better Source: http://flic.kr/p/bDiuWz
♥
© W. J. Hirsch, ca. 1942, An Amateur Snapshot of Kodak’s Early Days
Shot on an Argus C3 camera with Plus X film, this photo - which had a...